quinta-feira, 18 de março de 2010
Retomando
Mas, apesar dos afazeres da vida que nos afastam dos ensaios, percebo que as pessoas não querem deixar de participar da lista de discussão e, mesmo as que não tem mais tempo para ensaiar, querem ajudar de alguma forma: seja com a produção, som ou apenas aparecendo para dar palpite ou tomar uma cerveja. Acho que toda participação é válida. E isso ficou claro na nossa festa de Natal de 2009. Que, mesmo sem peça apresentada, sem nada definido, quase todos estiveram presentes e viveram aquele momento só nosso.
Esta semana, um email do Edu, apresentando um texto de Adilson Dias (Outra Paixão) renovou a motivação para retomarmos os ensaios e as peças. Os projetos não realizados também voltaram à tona e, pra completar, releio aqui o que já foi feito.
Termino este post com a certeza de que estamos apenas começando. Temos muito a fazer. O próximo passo? Transformar o roteiro em texto, convidar o elenco e partir para os palcos.
terça-feira, 26 de maio de 2009
Natal é tempo de vida (releitura)
O tempo passou e, há cerca de dois meses, voltei à casa. Fomos fazer uma festa de Dia das Crianças, mas, chegando lá, descobrimos que muitas tinham saído para um passeio. Fizemos, então, para as que estavam lá... O quarto de Marcos estava fechado quando chegamos. No decorrer do evento, distribuímos o lanche e a Beth pediu para que algumas crianças ajudassem na distribuição. A porta de Marcos foi aberta e fomos à interação...
Desta vez, o gelo foi quebrado e consegui falar. Conversei um tempo com ele, ao ponto de ficar sozinho ali, falando um pouco de música. Descobri ali um flamenguista ferrenho, que debochava dos vascaínos na véspera de um jogo entre os dois times. Gostava de hip hop, de axé e outros. Gostava de clipes e tinha muitos DVDs. Ficamos conversando até um amigo dele chegar à janela e mudar o assunto.
Saí do Lar de Beth com o compromisso pessoal de fazer um presente: um DVD com músicas recentes. Mas a vida é fogo... A gente se deixa levar e fui empurrando o DVD com a barriga. Cheguei a pedir a um amigo aficcionado em baixar clipes para me ajudar, mas nem com a proximidade do Natal lembrei do DVD.
Hoje, abri um e-mail e recebi a notícia seca e avassaladora: Marcos, que já vivia com alguma dificuldade, não resistiu e morreu.
Marcos se foi sem que eu pudesse entregar o presente. Marcos se foi sem que, em minha pequenez e egoísmo, pudesse conhecê-lo melhor. Marcos se foi na véspera de uma festa que o grupo que ajudo realizará para as crianças e jovens. Marcos se foi sem que conseguíssemos realizar muitos dos planos que tínhamos para o Lar de Beth e para ele.Eu não poderei ir na festa de amanhã, porque, como disse, a companhia vai se apresentar em outros lugares. A estranheza deve ser grande para os que irão e encontrarão o quarto vazio. Mas, como disse, toda perda deixa um pouco de vida...
A alegria de Marcos é um tapa em minha cara rabugenta. Tenho consciência de que muito de minha rabugice é gozação, implicância, mas muito é sim mania de reclamar... Marcos não deveria reclamar como eu. E tinha limitações muito maiores.
Levo a alegria, o sorriso. E, embora não saiba dos conflitos pessoais dele, levo a vontade de viver que ele me transmitiu... Embora preso a uma cama, ele torcia, ele debochava, ele se divertia, ele vivia.
Deixo aqui esse exemplo. Que vai muito além de mim... Que, nesse Natal, o exemplo dele sirva para cobalísticos e leitores como sinal de que podemos renascer e insistir.
Um Feliz Natal pra todos! E um 2009 de renascimento!"
OBS: O texto está em bloco porque não consegui editar os parágrafos. Sabe-se lá por quê...
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
FELIZ NATAL, Próximo Passo!!!
Parabéns a todo elenco pela dedicação, participação, envolvimento e alegria com que realizamos este trabalho, levando a quase 300 crianças e jovens a magia do fantasminha que tinha medo de gente!
Fiquei muito feliz em ver o sorriso de cada criança pela participação de todos vocês e por isso quero agradecer(em ordem alfabética): ao talento do Alan capaz de fazer as mais fantásticas caretas interpretando o medroso João; à desenvoltura da Claudinha que se transformou em criança e deu vida a uma simpática e vibrante Maribel (e que deve estar dolorida de tanto que já se jogou no chão ao desmaiar com o fantasminha); à improvisação da Diana que se superou ao salvar cenas da peça e falou clara e pausadamente sobre "salvar a dignidade da família, meu Deus do Céu"; à versatilidade da Drika que fez do fantasminha Pluft um fanstasma de verdade, enfrentou os medos de gente e daquele com "a perna de pau e a cara de mau"; à criatividade da Gabi que foi sonoplasta-fantasma no Lar de Beth e depois se transformou num fofo e bonachão tio Gerúndio, além de levar alegria em todo ensaio; ao Léo, domador de crianças, que faz do Julião um bebinho medroso muito engraçado e que resolve qualquer problema técnico do som; ao Marcus que lidera os marinheiros com um Sebastião que finge bem ser corajoso, cria trejeitos impagáveis e diverte todo mundo nos ensaios; à paixão da Santoro pela peça e o carinho que demonstrou pelo Tio Gerúndio, personagem que encarnou com muita determinação e talento; às fantásticas fotos do Edu que teve paciência de aturar estes loucos que fazem teatro com a namorada dele; à disponibilidade carinhosa e querida da Luana para fazer o som quando precisamos; às fotos da Júlia no Lar de Beth; ao Papai Noel que distribuiu os presentes para a família Santa Clara; a todos que participaram de alguma forma e por último, o mais importante: agradeço a Deus por ter colocado vocês todos no Próximo Passo para que juntos pudéssemos colaborar para fazer mais feliz o Natal de tantas crianças!
FELIZ NATAL e que em 2009 façamos muitas peças, levando alegria e arte a novos e variados públicos!
Amo vocês
Marcelo Muniz
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Barifouse acordando
terça-feira, 28 de outubro de 2008
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Próximos Passos
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Lilá
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Descoberta
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Mais história da coxinha
Antes de mais nada devo parabenizar-nos todos pela apresentação na Melo Matos. Foi lindo e os marinheiros especificamente foram um sucesso!
Falando da coxia, bem, eu não estava lá, mas devo reproduzir aqui um trecho do meu “trabalho” de hoje. Entre aspas, é claro.
Estava eu concentrada na peça, extremamente preocupada com a hora que o Xisto viria céu abaixo para inebriar nossos corações. Com o dedinho no “play” prontinha para trazer Xisto para o meio de nós, a criança toda bonitinha ao meu lado:
- ELES SÃO FANTASTAMAS BONS?
- Shhhhhhhhhhhhh.....
Foi quando eu percebi que o telefone da casa da Prima Bolha iria começar a tocar e ela precisaria atender naquele momento e...
- O QUE EH AQUELE NEGOCIO VERMELHO ALI????
- Shhhhhhhhhhhh...
E ai chegou o malvado Perna-de-Pau carregando a pobre Maribel. Ele estava nervoso, enlouquecido atrás do tesouro. A qualquer momento ele ouviria um barulho de manobras ao mar para que...
- SE VC APERTAR AQUI ACONTECE O QUE????
- Shhhhhhhhhhhh!!!!!!!!!!!!
Oh! O grande Tio Gerúndio! Só ele poderia mesmo salvar a menina Maribel. Ele é um fantasma de verdade! Logo tratou de chamar os fantasmas invisíveis e as cornetas iam tocar para...
- EU QUERO FAZER XIXI!!!!!!!
- SHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Humildemente, peço desculpas pelos meus errinhos de hoje. Acho mesmo que ninguém percebeu.
Bjs!
domingo, 6 de abril de 2008
Histórias de coxia
quinta-feira, 20 de março de 2008
Boa Páscoa
Boa Páscoa para todos e tragam chocolate pro diretor =cP
E que o próximo passo não seja em direção ao banheiro...
quinta-feira, 13 de março de 2008
Sonhos
sexta-feira, 7 de março de 2008
domingo, 2 de março de 2008
Milagres
Trazendo a reflexão pra proposta do blog, a gente expõe opiniões, defende nossas teorias, mas a prática quando chega é um tapa na cara. A realidade dói mais. Estar com crianças abandonadas, crianças doentes, em lugares com dificuldade de se manter, faz a gente se sentir impotente e ridículo. Impotente por não saber o que fazer pra ajudar e ridículo por estar sempre se fechando pra realidade. Abertos na teoria, mas fechados na prática, pois muitas vezes somos defensores dos fracos, mas evitamos contato, justamente porque ficaremos deprimidos, porque ficaremos sem reação. Por medo de nos sentirmos mal... E na verdade deveríamos nos sentir mal porque não fazemos.
Aos quinze anos, fui à minha primeira visita a um orfanato. A depressão que senti me fez ficar mais de dez anos sem voltar a um. Foi a obrigação de uma função que me fez voltar, e aprendi ali que devia começar em doses homeopáticas... Sempre persistindo. Sinto dificuldade até hoje. Não é fácil... Não sou exempo de desprendimento, não sou exemplo de força. Boa parte das pessoas é muito mais... Mas tento mudar um pouco meu individualismo ridículo e minha impotência emocional.
Hoje continuo me sentindo mal por aquelas crianças... No entanto, me sinto pior se deixá-las de lado. Sem demagogia...
No Sábado, entre uma visita e outra, tivemos uma tarde e uma noite. Um intervalo. E "coincidentemente" foi nesse intervalo que vi parte de um filme que nunca consegui ver por inteiro: "O Todo Poderoso". O Deus de Morgan Freeman trouxe frases meio batidas, mas que sempre fazem sentido. E a que mais me tocou num fim-de-semana de pura doação foi: Não espere por um milagre. Seja o milagre!
Não precisa dizer mais nada..."
Postado no blog "Teorias Cobalísticas".
http://teoriascobalisticas.blogspot.com/