segunda-feira, 7 de abril de 2008
Mais história da coxinha
Antes de mais nada devo parabenizar-nos todos pela apresentação na Melo Matos. Foi lindo e os marinheiros especificamente foram um sucesso!
Falando da coxia, bem, eu não estava lá, mas devo reproduzir aqui um trecho do meu “trabalho” de hoje. Entre aspas, é claro.
Estava eu concentrada na peça, extremamente preocupada com a hora que o Xisto viria céu abaixo para inebriar nossos corações. Com o dedinho no “play” prontinha para trazer Xisto para o meio de nós, a criança toda bonitinha ao meu lado:
- ELES SÃO FANTASTAMAS BONS?
- Shhhhhhhhhhhhh.....
Foi quando eu percebi que o telefone da casa da Prima Bolha iria começar a tocar e ela precisaria atender naquele momento e...
- O QUE EH AQUELE NEGOCIO VERMELHO ALI????
- Shhhhhhhhhhhh...
E ai chegou o malvado Perna-de-Pau carregando a pobre Maribel. Ele estava nervoso, enlouquecido atrás do tesouro. A qualquer momento ele ouviria um barulho de manobras ao mar para que...
- SE VC APERTAR AQUI ACONTECE O QUE????
- Shhhhhhhhhhhh!!!!!!!!!!!!
Oh! O grande Tio Gerúndio! Só ele poderia mesmo salvar a menina Maribel. Ele é um fantasma de verdade! Logo tratou de chamar os fantasmas invisíveis e as cornetas iam tocar para...
- EU QUERO FAZER XIXI!!!!!!!
- SHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Humildemente, peço desculpas pelos meus errinhos de hoje. Acho mesmo que ninguém percebeu.
Bjs!
domingo, 6 de abril de 2008
Histórias de coxia
quinta-feira, 20 de março de 2008
Boa Páscoa
Boa Páscoa para todos e tragam chocolate pro diretor =cP
E que o próximo passo não seja em direção ao banheiro...
quinta-feira, 13 de março de 2008
Sonhos
sexta-feira, 7 de março de 2008
domingo, 2 de março de 2008
Milagres
Trazendo a reflexão pra proposta do blog, a gente expõe opiniões, defende nossas teorias, mas a prática quando chega é um tapa na cara. A realidade dói mais. Estar com crianças abandonadas, crianças doentes, em lugares com dificuldade de se manter, faz a gente se sentir impotente e ridículo. Impotente por não saber o que fazer pra ajudar e ridículo por estar sempre se fechando pra realidade. Abertos na teoria, mas fechados na prática, pois muitas vezes somos defensores dos fracos, mas evitamos contato, justamente porque ficaremos deprimidos, porque ficaremos sem reação. Por medo de nos sentirmos mal... E na verdade deveríamos nos sentir mal porque não fazemos.
Aos quinze anos, fui à minha primeira visita a um orfanato. A depressão que senti me fez ficar mais de dez anos sem voltar a um. Foi a obrigação de uma função que me fez voltar, e aprendi ali que devia começar em doses homeopáticas... Sempre persistindo. Sinto dificuldade até hoje. Não é fácil... Não sou exempo de desprendimento, não sou exemplo de força. Boa parte das pessoas é muito mais... Mas tento mudar um pouco meu individualismo ridículo e minha impotência emocional.
Hoje continuo me sentindo mal por aquelas crianças... No entanto, me sinto pior se deixá-las de lado. Sem demagogia...
No Sábado, entre uma visita e outra, tivemos uma tarde e uma noite. Um intervalo. E "coincidentemente" foi nesse intervalo que vi parte de um filme que nunca consegui ver por inteiro: "O Todo Poderoso". O Deus de Morgan Freeman trouxe frases meio batidas, mas que sempre fazem sentido. E a que mais me tocou num fim-de-semana de pura doação foi: Não espere por um milagre. Seja o milagre!
Não precisa dizer mais nada..."
Postado no blog "Teorias Cobalísticas".
http://teoriascobalisticas.blogspot.com/